40 A Lei do Mínimo Esforço

Não É a Ganância Que Rege o Mundo, É a Preguiça

Acho cômico algumas ciências sociais gastarem horas e horas, livros e livros, achando que a ganância é que faz o mundo girar.

Acham que é a ganância e o lucro que motivam os seres humanos, que é a lei número um que rege o mundo, especialmente o mundo capitalista.

A lei que gere o mundo é a Lei do Mínimo Esforço. Especialmente no Brasil.

Todo mundo quer no fundo fazer nada, ganhar sem trabalhar, ter um emprego público garantido e vitalício.

Todo mundo quer seu Bolsa Família, todo mundo quer uma boquinha e uma benesse do Estado. Isto parece fazer parte da vida.

Com o surgimento das civilizações aparecem inevitavelmente os parasitas sociais, membros da sociedade que vivem do trabalho dos outros.

Por que não?

Há várias formas de se fazer isto, desde roubar, corrupção, enganar e criar impostos policialescos de 40% da produção dos outros.

Jared Diamond, no seu livro Guns, Germs and Steel, discute isto no capítulo  Crescimento das Kleptocracias.

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O crescimento de indivíduos e grupos da sociedade especializados em tirar dinheiro dos outros. O grande perigo é este grupo se alastrar e tomar conta de uma civilização ou país.

Alguns fazem isto diretamente roubando, outros justificando-se com argumentos religiosos, políticos, igualitários, ideológicos, idealistas, éticos e altruísticos.

É interessante ler as inúmeras formas lógicas bem estruturadas e ensinadas para nos convencer a tirar dinheiro do nosso bolso e entregar a outrem sem obter nada em troca.

Altruísmo, cidadania, é dando que se recebe, amor a Deus, a causa, solidariedade humana, etc, etc, etc.

Pelos menos os ladrões, corruptos e salafrários assumem ser parasitas sociais descaradamente, sem aquela hipocrisia racional e científica que outros grupos usam para justificar a mesma coisa.

É tirar dos ricos mesmo, meu chapa.

Intelectuais são mais hipócritas, ensinam aos nossos filhos que a renda é distribuída e mal distribuída.

Não é.

Dinheiro é ganho com suor e lágrimas.

Quem tem de ganhar dinheiro oferecendo bons serviços é o pipoqueiro da esquina da Faculdade de Filosofia, que sabe que o dinheiro não é distribuído, e sim ganho com suor e lágrimas.

O professor de Filosofia de uma Universidade Pública, ganha sempre, faça sol faça chuva, mesmo com greve de ônibus, mesmo dando péssimas aulas.

A renda destes professores é de fato distribuída, ou redistribuída pelo Estado, que nos retira via impostos independentemente do professor ter sido eficiente.

Temos também os espertos, os sedutores, os enganadores, que usam vários artifícios para lhe devolver muito menos do que você pagou. E aí tem de tudo. Governo, empresários, empresas, repartições públicas, ONGs, igrejas, escolas, universidades, enfim.

Não há valor humano mais valorizado pelos intelectuais e os poetas do que o altruísmo e a solidariedade.

Impedir a proliferação de parasitas sociais tem sido uma preocupação constante de filósofos, religiosos e cientistas políticos de antigamente.

Hoje, estão escondidos a sete chaves e são o maior perigo de toda civilização.

Isto porque se o parasitismo social se proliferar, ele matará a sociedade hospedeira.

Sempre teremos parasitas sociais em nosso meio, é a lei do mínimo esforço que reside em cada um de nós.

Mas de acordo com alguns estudos sociais, se 17% da população sucumbir a este vírus, o restante dos 83% não conseguirá sustentar a si e os parasitas mamando nas nossas tetas.

É o que parece estar acontecendo nos Estados Unidos e Europa.

As religiões foram as primeiras tentativas em coibir o parasitismo.

Não mentirás,

não roubarás a propriedade alheia,

não matarás,

não enganarás,

não cobiçarás a propriedade pública nem privada,

não usarás o nome de Deus no seu marketing social, foram os primeiros mandamentos.

Em todas as religiões Deus é onisciente.

Ele sabe que você está roubando.

E Ele irá lhe punir mesmo que nós não o façamos.

Pena que muitas religiões esqueceram a natureza de sua origem.

O liberalismo inglês e americano também foi um movimento político contra o que eles viam como parasitas sociais. Foram os primeiros a lutar contra os reis e os lordes feudais.

A lutar contra o conservadorismo europeu ao lado dos socialistas.

O livre mercado e a livre concorrência eliminaram os tubarões dos lucros altos e os cartéis capitalistas.

A globalização eliminou os monopólios nacionalistas e os mercados protegidos e novamente reduziu margens de lucros.

E, os únicos a lutar contra os burocratas e tecnocratas do fascismo e do socialismo mundial.

E estes, obviamente são os maiores inimigos do liberalismo e neoliberalismo.

Se o neoliberalismo vingasse teria tirado sua boquinha.

Administradores são constantes farejadores para reduzir custos desnecessários e de pessoas que pouco contribuem para o bem estar dos outros.

Por isto, o patrão e o administrador são sempre odiados pelos parasitas e os corpos moles.

A ciência da Administração criou sistemas com auditorias internas e externas, contabilidade de custos, controle e fiscalização, e o sistema de preços, tudo com o objetivo de reduzir o nefasto parasitismo social e a lei do mínimo esforço.

Talvez seja por isto que o administrador tenha tantos inimigos, tantos grupos agindo contra o desenvolvimento da cultura de administração neste país.

Uma missão a mais para você.

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1 Response to A Lei do Mínimo Esforço

  1. Dan Reznik on 5 de julho de 2014 at 20:21 says:

    SENSACIONAL

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